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18 de agosto de 2011

Férias com projectos

Ah... Que bom estar de férias! Como é costume já iniciei centenas de coisas que não vou acabar, ou que nem as começo. Uma delas, por acaso até está a desenvolver-se bem; é o meu novo site: Spreading Chemistry

Curiosos? Visitem! E mais não digo! XD
Boas férias!

4 de agosto de 2011

29 de julho de 2011

Cento e vinte

Cento e vinte é o número oficial de créditos que tenho neste momento, algo que me transporta a 100% para um terceiro ano de faculdade cheio de trabalho mas de empenho num futuro há muito esperado.
A felicidade seria mais se a média fosse um só valor maior, algo que me ajudaria a garantir uma bolsa de doutoramento, e além disso, se os preços dos passes não estivessem a aumentar. Pois já a partir de Setembro pagarei cerca de 90€ mensais para me deslocar para a faculdade, algo medonho para alguém que recebe só 2,5 vezes mais que isso mesmo.

Entre outras novidades gostaria de revelar que o acesso ao curso de Engenharia Química e Bioquímica na FCT-UNL ficou facilitado pela eliminação de um critério que é o exame de matemática, deixando de ser obrigatório. Ao principio achei cómico não se exigir matemática para um curso de engenharia (que é em si só uma disciplina apesar de se lhe pendurarem químicas e físicas e nanos e biocoisas).
Depois lembrei-me das palavras de uma pessoa: "nós não fazemos concorrência às outras faculdades". As palavras são fáceis de proferir, as acções demonstram logicamente o contrário. O mesmo curso no ISEL exige sempre matemática e tem a opção de curso nocturno. O curso de Engenharia Química no IST além da elevada média de entrada também exige a matemática dos seus candidatos.

Continuo a gostar da minha faculdade. Mas não consigo deixar de me sentir desiludido com algumas opções que a mesma adopta. Mais fundamentos para o facilitismo, uma epidemia que se espalha do ensino secundário para o universitário. 
Como serei eu visto, dentro de uns anos, se as mesmas políticas continuarem a ser aplicadas nesta faculdade, sendo que as demais instituições primem por uma excelência que a nossa ignora?

Espero que não seja tarde para um dia esta faculdade voltar atrás nestas opções que considero erradas.
Links:

15 de julho de 2011

Férias

Hoje estou oficialmente de férias, e parece que vou continuar na curta lista (de 3 ou 4 elementos), de geeks, sem cadeiras em atraso! XD
Boas férias, boa praia e bons festivais de verão!!!!

3 de julho de 2011

Fim do 4º semestre

Das cinco cadeiras deste semestre, três estão feitas de forma confirmada. Uma, ainda me falta: química física II, pois quando devia estar a estudar para o exame normal estava com uma bela insolação. Assim lá fui eu passear ao exame, ver as perguntas típicas, o  que me saiu caro pela vergonha de me ter esquecido da máquina gráfica no auditório e de ter recebido mail do professor para a ir buscar (tenham em conta que tinha “auxiliares de memória” na máquina, mas nem era minha intenção usá-los -- raramente os uso, faço-os sempre).

Entretanto, quanto a Biologia Molecular, cadeira cujo exame foi há mais de duas semanas, ainda não sei se passei ou não pois as notas insistem em não sair.

Soube agora que os professores apenas têm obrigação de publicarem os resultados dos exames de época normal até 3 dias antes do de recurso. Esta mentalidade, a de um professor se permitir deliberadamente de chegar ao limite do prazo é irresponsável, no mínimo.

Em cadeiras com 200 alunos, sabendo que a maioria vai a exame normal, muitos, pelos mais diversos motivos, quererão rever a prova antes do recurso. E quanto mais cedo melhor! Pois não me parece humanamente possível um professor “atender” cerca de 200 alunos em dois dias, antes do exame de recurso. Isto leva aos maus resultados, às reprovações, e aos facilitismos em anos posteriores (como acontece em Elementos de Análise E Álgebra I e II em que alunos chegaram a ter 20,5 valores num teste(!)).

Lamento estar a escrever isto no meu blog. Aliás, sinto repulsa. Mas esta é a vida de um universitário: eu. A faculdade que frequento, pela qual nutro um carinho especial, sofre com as atitudes de cada um. Atitudes individuais que geram desordem (ou entropia citando o termo do professor Abel). Estas posições face às responsabilidades levam a faculdade para rankings cada vez mais baixos, pois esta não é feita das médias dos alunos mas sim da qualidade com que estes desempenham as capacidades, adquiridas no mundo académico, em ambiente de trabalho.


3 de junho de 2011

Diplomados & Exames

O curso está a acabar para os meus veteranos. Não todos, infelizmente, mas para bastantes. A queima das fitas já foi e agora está na hora de prestar as últimas provas.
Destaco os diplomados que já acabaram o curso:

Não são poucos os que acabam todos os anos o nosso curso, embora nem todos do mesmo ano (tome-se como exemplo que este ano já existe um diplomado que era aluno do ano anterior e provavelmente só acabou em época especial).

Agora também está na hora de eu prestar contas. Mas estou tão cansado e com uma moleza que não me apetece fazer nada! AAAAAH Vamos a isto...
Uma cadeira já acabou... Faltam 4 para o Verão me invadir as ideias.    ; )

25 de maio de 2011

ACORDEM

Texto Acordem, do Professor Grégoire Bonfait. Haviam de ser todos como ele.

"Caros alunos,
Recebi uma mensagem quase-anónima durante a semana passada (quase-anónima no sentido que foi enviado a partir dum endereço e-mail duma pessoa que aparentemente não está inscrita a FG, nem na FCT... ). Respondi a esta mensagem, perguntando com quem estava a falar, não obtive resposta: Meto medo? O teor desta mensagem era basicamente uma queixa sobre as variações de critérios de correcção entre as avaliações semanais corrigidas pelo Prof. João Cruz (JC) e as corrigidas por mim (GB). Por outro lado, soube também que alguns alunos queixaram-se que os exercícios de avaliação duma turma são mais difíceis que os duma outra...

Vamos a isto:
1) Critérios de correcção do Prof. JC mais severos que os meus (GB)?

Provavelmente que os alunos que alegam isto se basearam sobre uma comparação das notas entre as turmas TP1 e TP2 que têm os mesmos exercícios de avaliação. Cedo, vimo-nos (JC e GB) confrontados com esta diferença significativa de notas entre estas duas turmas. Para verificar se um professor era mais severo que outro, corrigi uma vez as avaliações semanais das duas turmas (mesma avaliação). As minhas notas confirmaram esta diferença: As notas da turma TP1 foram efectivamente significativamente inferiores às da turma TP2. Dito duma outra maneira, os alunos da turma TP1 ou trabalham (ainda) menos que os da turma TP2, ou têm bases em matemática ou em física (ainda) mais fracas. Porque é que isto pode acontecer? Pode ser por acaso (neste caso, chama-se a isto uma “flutuação estatística” no sentido que, a priori, todas as turmas deviam ter em média o mesmo nível. Isto acontece muitas vezes e qualquer professor vos dirá que as vezes tem “boas turmas” as vezes turmas “piores”), pode ser por haver “alunos que estragam o grupo” (“dinâmica de grupo negativa”) e outras razões deve haver... Neste caso preciso, desconheço a razão mas como explicarei mais adiante, pouco interessa... Por outro lado, como se pode verificar, a média dos alunos da turma TP4 ( Prof. JC) é muito melhor que a média da turma TP1 ( Prof. JC), ultrapassando em muitos casos a média da turma TP2 (GB)... “Se calhar”, não são bem os professores os “maus da fita” como alguns parecem estar prontos a entender ... O prof. JC põe a disposição dos alunos as avaliações para os alunos poderem corrigir no futuro os erros a não fazer/repetir... Em vez de ralhar e de comparar, e de se lamentar sobre a injustiça da vida, mais eficaz, com certeza, seria de trabalhar durante a semana. Ficariam menos “à rasca”.

2) os testes duma turma são mais difíceis que os duma outra .

Parece que este problema foi muito agudo na avaliação 9. Na avaliação TP1/TP2, havia uma derivada quando na avaliação TP3 era “só preciso” substituir... Vejamos: Na avaliação semanal nº9 das turmas TP1/TP2, era preciso 
1) Calcular o comprimento duma hipotenusa sabendo o comprimento dos dois outros catetos (=(a2+x2)1/2) .. Credo! 
2) Saber derivar ((a2+x2)-1/2)... “Por acaso”, esta mesmíssima função tinha sido derivada na semana anterior...
Quem sabia ultrapassar estas duas “grandes dificuldades”, já tinha 3 valores (/5...). A pergunta seguinte (1val) também tinha sido resolvida a semana anterior. A avaliação semanal nº9 das turmas TP1/TP2 tinha só este exercício enquanto as das outras turmas tinha dois...
É evidente que devendo fazer 3 avaliações diferentes por semana, pode acontecer que, as vezes, os exercícios a resolver possam parecer significativamente diferentes (uma “leva uma derivada”, a outra não!...) com dificuldades diferentes. Se isto aconteceu, em média, os graus de dificuldades foram muito semelhantes. 

Na realidade, o que acontece, é que uma grande parte de vocês não trabalham FG fora das aulas e, evidentemente, neste caso, TUDO parece difícil! até calcular o comprimento duma hipotenusa... No início das minhas aulas TP, costumo salientar alguns do que chamo “erros estúpidos” (cf. pautas TP2/TP3) que podem acontecer de vez em quando. Não é isto que é grave. O que é grave, é repetir vezes sem conta os mesmos erros i.e. nem fazer o esforço de perceber o erro ou de não repeti-la... O que é grave é participar a estas avaliações como se o resultado tivesse pouca importância. O que é grave é pensar que chumbar não tem consequências ... (e... sobre isto a FCT, se calhar, é um pouco permissiva... mas isto é uma outra história). 

Há alunos (e não são tão poucos como isso) que estão nesta posição completamente passiva e amorfa. Estes alunos atrasam e/ou perturbam os outros. Estes alunos ocupam inutilmente espaço e gastam inutilmente recursos humanos e materiais. 
Estes alunos desperdiçam o dinheiro da FCT, i.e. o dinheiro que vem das propinas (do próprio aluno mas também de todos os outros colegas) e que vem dos impostos pago por pessoas que não têm responsabilidade na atitude irresponsável destes alunos. Estes alunos comportam-se como parasitas...

E, de parasitas, pelos tempos que correm, Portugal não precisa.
Acordem!
Cumprimentos,

Prof. Grégoire Bonfait"

20 de maio de 2011

O cheiro da terra

Sabem aquele cheiro repentino a terra molhada quando chove num chão quente? Acontece muito por esta altura, e é um cheiro de que gosto imenso. Este é devido à geosmina, um químico libertado por várias bactérias, tais como a Streptomyces griseus.

17 de maio de 2011

EuroBachelor

Licenciatura com certificado internacionaleurobachelor.jpgA Licenciatura foi certificada com a qualificação internacional Eurobachelor®.
A obtenção do certificado resultou de uma avaliação internacional com visita à Faculdade de avaliadores estrangeiros para entrevistas a alunos e professores, observação de instalações e análise de programas e procedimentos.
Para além de ser uma garantia de qualidade e transparência, que confere empregabilidade à licenciatura em Química Aplicada, a qualificação “Eurobachelor” garante aos licenciados uma mais fácil mobilidade internacional, por exemplo ao dar acesso a cursos de segundo ciclo (Mestrado) em outras instituições internacionais também certificadas com o “Eurobachelor”.
Informação detalhada sobre a certificação Eurobachelor® está disponível emhttp://www.eurobachelor.eu


Esta é a informação acerca do EuroBachelor da minha licenciatura, disponível no site da FCT, secção para candidatos. Mas desenganem-se os futuros alunos desta faculdade. Aparentemente há alguns desacordos em relação à importância deste "Label", com uma única justificação: "Não há nenhuma razão objectiva para dar importância a esse certificado.".

Se me levasse pelos sentimentos como antes, tinha extrovertido um misto de raiva e revolta para com tais afirmações. Leva a crer que a publicidade vale mais que o próprio currículo.

Ainda se perguntam porque será que há pouco sucesso escolar e poucos alunos.