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Um registo pessoal do que é a vida de um estudante universitário... Na primeira pessoa!
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4 de maio de 2011
19 de abril de 2011
A minha agenda
Há três anos atrás comecei a utilizar agendas. Não electrónicas, mas sim em papel, pois as dos telefones são quase intocáveis, ou seja, praticamente não se inscrevem no nosso quotidiano, devido à sua inerente futilidade expressa num gadget sempre desactualizado.
Uma agenda precisa de ser palpável. Preciso de lhe sentir o cheiro do papel, sentir a textura e personalizá-la a meu gosto. Precisa de ser mais que um registo que passada a data do evento se apaga e esquece, é necessário ser algo que ali ficou, para mais tarde se consultar, por muito fútil que às vezes a nota possa parecer.
Estou grato a quem me apresentou os Moleskine. Embora caros (mais do que deveriam), fazem já parte de mim, como uma cultura. Uma agenda com história, já utilizada por van Gogh, Picasso, Hemingway...
Não é apenas um capricho, embora seja fiel à marca. Chateia-me ver “cópias” que lembram os originais, como por exemplo os da Book.it.
Estou numa semana calma. Uma das poucas em que a minha agenda apenas diz: férias. Mas vai acabar tão rapidamente... E vou entrar numa semana que tem aulas, práticas, dúvidas com os professores, testes marcados, gabinetes reservados, horários de trabalho, renovação dos empréstimos dos manuais... Mas ela está sempre comigo.
Obrigado Ritchie. ; )
12 de março de 2011
GAR - 12 de Março 2011
Foi extenuante mas sem dúvida que valeu a pena. Duzentas mil pessoas. 200 000!!! Um grande número sem dúvida.
Obviamente os Homens da Luta foram a principal "palavra de ordem" da manifestação. O que mais me surpreendeu foi a empatia entre várias gerações, a grande heterogeneidade de idades presentes. Não só os tipo GAR, mas jovens-adultos, jovens, algumas crianças e seus pais, avós! Fomos abordados algumas vezes por pessoas mais velhas que nos motivaram, que nos transmitiram os seus desejos, um pouco da sua sabedoria e conhecimento e conhecemos casos reais de pessoas que SOFREM com a situação precária do país.
Uma senhora que perdeu um filho com um ataque de coração dizia que tudo indica que foi o stress por não encontrar emprego à tanto tempo (ironicamente na semana seguinte à sua morte este conseguiria entrar para a Microsoft, na sequência de uma carta com resposta positiva à entrevista de emprego). A senhora leu-nos o texto que fez para o governo... Algo que me fez ter de controlar muito para não chorar (a lágrima não escorreu, mas esteve lá).
Ainda antes fomos abordados por um septuagenário entusiasta do protesto, que viveu o 25 de Abril e nos apoiava. Insistiu na divulgação da sua admiração por um poeta, Guerra Junqueiro, e acabou por nos oferecer pequenos documentos com algumas palavras sobre o mesmo. Podem consultar aqui o meu exemplar.
Ao que parece este foi um dos poetas e escritores que na altura se opunham ao regime, demasiado lúcidos para a sua época, e quem sabe para qualquer uma.
Ficam as fotos, que por hoje o cansaço não me permite escrever mais e amanha é dia de compensar o trabalho que não fiz hoje. : )
Jel e companhia a cortar o transito do Marquês chamando os protestantes para perto deles. A polícia cedeu rapidamente à vontade da população.
Obviamente os Homens da Luta foram a principal "palavra de ordem" da manifestação. O que mais me surpreendeu foi a empatia entre várias gerações, a grande heterogeneidade de idades presentes. Não só os tipo GAR, mas jovens-adultos, jovens, algumas crianças e seus pais, avós! Fomos abordados algumas vezes por pessoas mais velhas que nos motivaram, que nos transmitiram os seus desejos, um pouco da sua sabedoria e conhecimento e conhecemos casos reais de pessoas que SOFREM com a situação precária do país.
Uma senhora que perdeu um filho com um ataque de coração dizia que tudo indica que foi o stress por não encontrar emprego à tanto tempo (ironicamente na semana seguinte à sua morte este conseguiria entrar para a Microsoft, na sequência de uma carta com resposta positiva à entrevista de emprego). A senhora leu-nos o texto que fez para o governo... Algo que me fez ter de controlar muito para não chorar (a lágrima não escorreu, mas esteve lá).
Ainda antes fomos abordados por um septuagenário entusiasta do protesto, que viveu o 25 de Abril e nos apoiava. Insistiu na divulgação da sua admiração por um poeta, Guerra Junqueiro, e acabou por nos oferecer pequenos documentos com algumas palavras sobre o mesmo. Podem consultar aqui o meu exemplar.
Ao que parece este foi um dos poetas e escritores que na altura se opunham ao regime, demasiado lúcidos para a sua época, e quem sabe para qualquer uma.
Ficam as fotos, que por hoje o cansaço não me permite escrever mais e amanha é dia de compensar o trabalho que não fiz hoje. : )
Que giro, podia ser eu, mas com 7 anos de casa já estou a frequentar o doutoramento em caixa de Pingo Doce!
Estimou-se 200 mil pessoas no protesto só em Lisboa!!!!
Não são só jovens presentes nesta manifestação. Todas as gerações, avós, pais, filhos e netos estão solidários com a causa GAR.
Uma excelente pergunta...
Um país mais ou menos...
Assistiu-se às mais variadas formas de protesto.
Este cartaz foi o que me fez rir mais!
Centenas de registos iguais ao meu... ; )
Jel e companhia a cortar o transito do Marquês chamando os protestantes para perto deles. A polícia cedeu rapidamente à vontade da população.
16 de fevereiro de 2011
Erlenmeyer de ouro
Quantos filmes e músicas passam pela nossa vida? Centenas? Talvez até mais, pelo menos actualmente – note-se bem que antes havia muito menos, mas com certeza com uma grande qualidade.

Criaram-se Óscares, Grammys, Globos de Ouro,... Enfim, tudo o imaginável para as celebridades que preenchem as prateleiras de qualquer tabacaria e que forram o quiosque da esquina num formato fundamentalista (no que toca ao cor-de-rosa e a manchetes). Depois, fogem dos paparazzi, aparecendo sempre, claro; são notícia – casam, descasam, têm filhos, adoptam, doam dinheiro, andam sem cuecas, morrem. São pessoas. Com defeitos por vezes incompreensíveis, outras vezes já mundanos. Outros, poucos, talvez os mais velhos, os mais experientes ou os mais sinceros, vivem num glamour especial, numa passadeira vermelha invisível.Ganham prémios e são reconhecídissimos pelo seu trabalho, pelo seu contributo a nível mundial, para a população. E são tantos os prémios.
Porque não um prémio para o melhor advogado do ano? Ou o melhor cantoneiro! Porque não o melhor recepcionista; carteiro; operador de caixa; jardineiro; médico; juiz; químico...
O erlenmeyer de ouro vai para... A vassora de ouro vai para... O envelope de ouro vai para... O martelo de ouro vai para...
Estas pessoas são simples, talvez bastante mais que um cantor, ou uma actriz. São homens e mulheres como estes últimos, uns vivem melhor, outros nem por isso, mas todos contribuem, de uma forma ou de outra, para a sociedade. Quem nos receberia a correspondência sem ninguém para a entregar? Quem nos venderia os bens essenciais? Quem manteria as ruas limpas e transitáveis? Quem descobriria novas curas, fabricaria novos polímeros, novos combustíveis?
Ponderando bem, o contributo que um cantor ou um actor dá à sociedade é apenas uma fracção do que esta última necessita, não deixando de ser essencial.
Que tal uns prémios, igualmente transmitidos, quem sabe até na mesma sessão que os globos de ouro, para todas as classes de trabalhadores?
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