O ano acabou, o semestre acabou e eu também acabei todas as cadeiras sem nenhuma em atraso, felizmente e com muita sorte. Tenho pena que os meus resultados não tivessem sido os melhores que poderia ter, mas no fim de contas o esforço foi muito assim como o cansaço de uma mudança de casa em época de exames... P’ró ano será melhor, prometo.
Entretanto, e como já é meu costume, vou-me preparando para as cadeiras do próximo semestre durante estas férias, até porque tenho de dar uma revisão a biologia do ensino básico: decidi-me definitivamente a seguir o ramo de Biotecnologia, uma área emergente em Portugal.
Reconheço que a área de Biotecnologia não tem muitas saídas profissionais neste momento, no entanto acredito que em breve este “mercado de trabalho” se desenvolva o suficiente para não me preocupar com um emprego... E... Posso sempre continuar a estudar e sair do país! O mundo é nosso! xD
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Ahhh Agora vou falar de um filme que vi ontem!
Chama-se Metropolis, e foi o filme mudo mais caro que já foi feito. É um filme dos anos 20 que conta a história de uma metropole futurista em que não existe comunicação nem compreenção entre os empregadores e os empregados.
Embora seja um filme grande e massador para quem não aprecia este genero de ficção, aconselho vivamente a todos que o vejam, pois embora antigo é muito actual no que respeita aos problemas sociais que o NOSSO país encara neste momento... E é interessante analisar como é que era visto o futuro pelos nossos antepassados!
“O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”
Ainda para os mais interessados, saíu em 2001 um filme de animação japonês, chamado também Metropolis, que é fascinante na sua arte, e obviamente na sua história. A inspiração deste filme no antigo foca-se mais nos cenários e no ar angelical da protagonista.
Que descanse em paz, e que um dia este povo português lhe reconheça todo o esforço pela lucidez que lhes quis incutir. Foi uma alegoria da caverna falhada em vida, mas cumprir-se-à em morte.
Os resultados de alguns testes estão a ser desastrosos. Mas porque raio é que também colocam testes e exames se não no mesmo dia, em dias consecutivos?
Quem sabe, sabe, é assim e mais nada. Não podemos saber algo de propósito para um teste/exame e esquecer no dia a seguir, obviamente. Mas também não somos de elástico: a nossa capacidade de retenção não cresce até onde quisermos, muito menos com o treino intelectual medíocre que nos dão até ao ensino secundário.
Agora, umas coisinhas que ouvi desde este fim de semana até hoje:
O Presidente Cavaco Silva convidou ex-presidentes da Republica para comemorar o dia de Portugal... Espantoso. Vou-vos dizer o que me passou pela cabeça. Está relacionado com o que diz neste post do blog Já pensaste... .
Digam se não é interessante? Andamos em campanha política desde as eleições. Estranho? Sim, não? Para os que acham que não: não deviam estar os partidos mais preocupados com o estado do nosso país e a construir algo de útil para o nosso futuro em conjunto do que estarem a apontar os dedos uns aos outros?
O que me passou pela cabeça era que o Sr Presidente tivesse a humilde ideia de juntar todo o conhecimento e experiência dos seus pares para encontrar uma solução para a severa crise que atravessamos.
Como não podia deixar de ser, fiquei doente assim que senti o cheiro a férias. Típico do meu organismo. xD
Mas não acabou por completo, agora faltam os exames... E confesso que não estou muito confiante quanto aos resultados que poderei obter. (Isto é chato, mas eu também sou muito preguiçoso...)
Acima de isto tudo tenho só a dizer que estou feliz por este 1º ano acabar, e também por já não ser caloiro, pois o "Enterro" já passou, assim como o traçar das capas, e que devo dizer que foi muito DIVERTIDO!
Adquiri hoje este magnífico livro de 1915 no Mercado Brocante, em Sintra.
É fantástico poder ver os primórdios do ensino em química técnica, ainda mais numa matéria que estudo de uma forma aprofundada na minha licenciatura.
Mas melhor que isto... Eu adquiri, não o comprei. A verdade é que a vendedora não lhe dava qualquer valor e ao observar-me tão embrenhado no livro... Deu-mo!
É mais um produto que irei juntar à minha colecção de objectos históricos da nossa cultura Portuguesa. ;D
Decidi reabrir, ou reeditar o meu antiquíssimo blog, o primeiro e unico: FOR ALL OF US, desta vez renascido. Fica aqui o link para quem quiser ver textos já editados e os novos que surgirão. Tentarei seguir o mais fielmente o que deixei a meio que foi uma historia que já venho a escrever à muito tempo. Espero que gostem... http://for-all-of-us-reborned.blogspot.com/
E quando o piano começou a tocar aquela melodia mágica… O nevoeiro começou a dissipar-se, descobriu-se o plátano no jardim em frente ao edifício que lembrava ser de um clube de verão.
Da noite surgiu o dia e a dança de todos era a valsa do reconhecimento pela vida. Num lugar onde não havia mais espaço para a apatia ou sebastianismo, apenas felicidade.
Um Quinto Império atingido no interior de cada um incendiou um poder tremendo: a vontade, a coragem, o poder dos jovens reflectido nos adultos. O poder de mudar o mundo.
À medida que a valsa se intensifica, as flores florescem, o plátano cresce, o sol exponencia a sua forma em todas as realidades numa série de infinitas cores.
O mundo rejubilou,
E a valsa acabou.
Palavras,
Que significam elas? São só palavras.
Estou cansado… Preciso de um tempo para mim… Para me aperceber de quem sou, neste momento.
Já estamos a mais de meio do prazo das inscrições dos dois eventos, BEST Summer Courses e o Artscist do Hulda Festival… E eu já me inscrevi!
Bem… Agora para o artscist tenho que fazer um projecto que alie ciência e arte de uma forma apelativa… Quando, e se conseguir fazer tudo antes do prazo deixo aqui o projecto. =)
Já para o BEST tenho que fazer uma carta de motivação de modo a que me seleccionem para ir fazer um curso científico de 15 dias num país da Europa; mais apelativo ainda é que só se pagam 15€. XD
Outras coisas…
Não sei o que é ser sem-abrigo, felizmente nunca tive esse azar, mas por vezes sinto-me um pouco sem ter para onde voltar. E nem digo ao fim do dia, na minha casa, pois sinto-me muito bem nela. É mais uma sensação de não-pertença, de que eu
não encaixo muito bem no mundo que me rodeia, como se não houvessem lugares para mim.
Não sou muito mais velho que os meus colegas universitários, mas talvez o suficiente para me aperceber que já há coisas às quais não dou importância, e talvez porque já não tenho a energia que eles têm para formar aqueles grupos “tertúliences” em que se discutem as vidas alheias e se ri à fartazana de coisas que considero voláteis.
Mais de outras coisas…
A minha carência de tacto para os amigos aumenta a cada dia que passa, mas culpo-os também a eles por isso…
Todos temos formas de manifestar os nosso problemas, e todos temos efectivamente problemas. Onde estão os amigos quando precisamos deles? Eles nem existem, ou não teriam tanta facilidade em cagar para nós. Pelo menos é o que acho de algumas pessoas que me rodeiam. Também é uma pena, a forma como de um momento para o outro as pessoas se podem tornar fúteis e desinteressadas.
No dia nacional do estudante haverá uma manifestação estudantil. Na questão central estão as propinas. Concordo de facto que é muito difícil de pagar cerca de 1000€ de propinas anuais, ainda para além de todos os materiais e livros necessários para cada cadeira.
No entanto não irei à manifestação… Tenho que fazer o preço que paguei valer a pena, e estudar no duro para poder ser algo mais. Além disso, desagrada-me imenso a atitude dos estudantes activistas: manifestam-se contra o que acham injusto, mas vandalizam a via pública para escrever “24 de Março Superior em Luta” nos muros.
Será que vão limpar as porcarias que fazem depois da manifestação?